Dois itens relevantes sobre PLE

UC: Processos Pedagógicos em eLearning  [PPE]  2º semestre

Temática 2 - Tarefa 1: 
Publicar uma bibliografia anotada,com 2 itens,
sobre a Personal Learning Environments (PLE).

Nota introdutória

Vivemos numa sociedade tecnológica com uma crescente facilidade no acesso à informação, aos meios de comunicação, em que os indivíduos vivem cada vez mais integrando rede virtuais. Este cenário está a promover mudanças nas metodologias para ensinar e aprender com os novos recursos tecnológicos. 
As novas ferramentas disponibilizadas na internet, nomeadamente na Web 2.0, permitem que os indivíduos participem ativamente na construção do conhecimento, pesquisem informações, interajam com amigos, contactem com especialistas, troquem impressões com profissionais, isto é, a criem o seu ambiente pessoal de aprendizagem. Na realidade, estão-se a tornar construtores do seu próprio processo de aprendizagem.

Dois itens relevantes sobre
Personal Learning Environments - PLE
1)
Titulo: Ambientes pessoais de aprendizagem: conceções e práticas
Autores: Pedro de Jesus Rodrigues, Guilhermina Lobato Miranda
Tipo: Artigo
Referência: Rodrigues, P. d., & Miranda, G. L. (2013). Ambientes pessoais de aprendizagem: conceções e práticas, RELATEC - Revista Latinoamericana de Tecnología Educativa, Vol.12(1), pp 23­34, disponível em http://campusvirtual.unex.es/revistas/index.php/relatec/article/view/997, consultado em 21-04-2013 

Descrição:
(Clicar para informações suplementares)
O presente documento está escrito sob a forma de um artigo de investigação acerca da definição dos Ambientes Pessoais de Aprendizagem, ou Personal Learning Environments (PLE) e pretende mostrar as várias conceções e práticas enquadradas no processo de ensino e aprendizagem.
Os autores começam por indicar que os PLEs pode promover o desenvolvimento da auto-orientação do aluno e abre caminhos para estratégias de aprendizagem para além das instituições de educação, numa dinâmica de aprendizagem ao longo da vida. Mas também estimula competências como a autonomia e a organização.
Chamam a atenção para o facto dos dados apurados pela investigação revelarem que “o perfil «digital» dos educadores é pouco compatível com as características do PLE e nem sempre estão providos da tecnologia necessária para criar um espaço de aprendizagem baseado na Web” (Rodrigues & Miranda, 2013, pág. 32), notando-se que as estruturas dos sistemas educativos não estão totalmente abertas ao desenvolvimento deste tipo de trabalhos.
Constatou-se que os educadores, participantes nos questionários de investigação, assumem ter poucas perspetivas de aplicarem os PLEs nas suas salas de aula, embora achem que o mesmo pode ser útil ao processo de aprendizagem.
Os autores concluem que os PLEs implicam uma alteração radical nas estratégias de utilização da tecnologia na educação mas também nas formas de organização da própria educação.
Neste sentido é dada uma contribuição para a promoção dos PLEs, ao sugerir-se que estes devam ser descentralizados das instituições de ensino, como um instrumento independente do ensino tradicional, mais focado nas experiências informais de aprendizagem.

Comentário:
Na minha opinião os PLE têm grandes potencialidades, tanto a nível tecnológico como pedagógico, constituindo um instrumento de aprendizagem inovador e dinâmico que se enquadra nas novas metodologias de ensino.
Mas, os sistemas de ensino atuais ainda são muito tradicionais e fechados, não aceitando facilmente algumas concessões, como a grande autonomia dada ao aluno e a sua colocação no centro do processo de aprendizagem. Talvez, seja por isso que os PLEs estão a emergir nos modelos EAD fortemente mediados pela tecnologia.
Acho que é fundamental a participação e todos os agentes educativos na promoção das boas práticas dos PLEs para que as suas potencialidades sejam corretamente aproveitadas.

2)  
Titulo: Convergências pedagógicas do uso de ferramentas da web 2.0 em AVAs: um caminho para o PLE - Personal Learning Environment
Autores: Hurika Andrade, Ana Beatriz Carvalho
Tipo: Artigo

Referência: Andrade, H., & Carvalho, A. B. (2012). Convergências pedagógicas do uso de ferramentas da web 2.0 em AVAs: um caminho para o PLE - Personal Learning Environment, 4º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação, Universidade Federal de Pernambuco - Brasil, disponível em http://www.nehte.com.br/simposio/anais/simposio2012.html, consultado em 22-04-2013 

Descrição:
(Clicar para informações suplementares)
Este artigo tem como objetivo refletir sobre as diferentes formas de ensinar/aprender a distância, mediante as novas possibilidades oferecidas pelos ambientes da web 2.0, perspetivando os PLEs.
A variedade de recursos da Web 2.0 que podemos utilizar na aprendizagem levou emergência do conceito de Ambiente Pessoal de Aprendizagem como sendo integração dos espaços formais e informais na aprendizagem no qual os alunos têm acesso à informação numa grande variedade de fontes. Além de serem pessoais e flexíveis, são ambientes centrados no próprio aluno.
O texto sublinha que estamos perante um novo paradigma de aprendizagem, centrado no aluno, que está de acordo com o tipo de utilização que os estudantes fazem das redes sociais, dado que além de criarem as suas redes de contatos, utilizam-nas para partilharem informações e o conhecimento. Assim, o seu perfil, vai integrando novas ferramentas à medida das suas necessidades de comunicação e de desenvolvimento social.
Os autores concluem que um PLE, “forma um nó em uma rede de conteúdos, conectado a outros nós e serviços de criação de conteúdo usado por outros aprendizes”( Andrade & Carvalho, 2012, pág. 11) tornando-se uma coleção integrante de ferramentas de aprendizagem no mesmo ambiente.

Comentário:
Este documento leva-me a pensar no PLE como um sistema que se junta às redes que ajudam o aluno a controlar e a gerir a sua própria aprendizagem, segundo determinados interesses. Vejo-o como uma ponte entre a aprendizagem formal e a informal, possibilitando que os conteúdos sejam trabalhados e reutilizados conforme as necessidades de cada um.
Concordo que o PLE fortalece o novo papel do aluno face à aprendizagem em que este já não é apenas um consumidor de recursos/conteúdos mas assume uma postura mais ativa que o leva a ser o produtor do próprio conhecimento.

Reflexão pessoal

Já é consensual que a atual sociedade do conhecimento está a revindicar uma nova forma de aprender e obriga-nos a evoluir, pessoal e profissionalmente, para que possamos acompanhar a seu progresso. Assim, temos que ser responsáveis por gerir a nossa própria aprendizagem. o que implica criar uma estrutura para aceder às informações, participar nas redes sociais específicas, cooperar, aprender e ensinar. Por outras palavras, é fundamental que saibamos criar um ambiente pessoal de aprendizagem, ou PLE.
Os PLEs podem ser desenvolvidos por qualquer indíviduo, desde que tenha interesse em aprender algo, em que cada um elabora o seu próprio ambiente de aprendizagem e define o seu percurso, muitas vezes sem ter consciência de tal.

Concluo então que, através dos PLEs, os indivíduos tornam-se mais autónomos, ganham uma maior independência e capacidade de responderem às alterações que estão acontecendo na sociedade atual.

The Social Media Guide to Growing Your Personal Learning Network [clicar aqui para saber mais]


Dois itens relevantes sobre a pedagogia do e-learning

UC: Processos Pedagógicos em eLearning  [PPE]  2º semestre

Temática 1 - Tarefa 1: 
Publicar uma bibliografia anotada sobre a pedagogia
do elearning/papel do professor online com 2 itens.


1) 
Titulo: Para uma Pedagogia do eLearning: o "Contrato" como instrumento mediador da aprendizagem
Autores: Lina Morgado; Alda Pereira; Luísa Lebres Aires; António Quintas Mendes
Tipo: Artigo
Referência:
Morgado, L. ; Pereira, A.; Aires, L. ; Quintas-Mendes, A. (2005) Para uma Pedagogia do eLearning: o "Contrato" como instrumento mediador da aprendizagem, VII Simpósio Internacional de Informática Educativa, Centro de Estudos em Educação & Inovação – Universidade Aberta (PT), disponível
em http://www.medeia.org/files/Pedagogia_eLearning.pdfconsultado em 20-03-2014

Descrição:
O texto é uma comunicação, direcionada um Simpósio Internacional de Informática Educativa, resultante da investigação e implementação de um modelo pedagógico de e-learning adotado pela Universidade Aberta. Apresenta-se o Contrato de Aprendizagem (CA), utilizado por esta instituição nos cursos online pós-graduados, como um instrumento mediador da aprendizagem.
Começa-se por apresentar o modelo pedagógico utilizado, associado a uma estratégia de dinamização de uma nova geração de educação a distância (EAD), que se enquadra numa transição para a educação online e construído com base em dois pilares: a aprendizagem autodirigida e aprendizagem colaborativa.
Assim o modelo estrutura-se em torno do estudo autónomo por parte dos estudantes e dos momentos de discussão assíncrona entre estes, moderados pelos professores e sobre temáticas definidas previamente. 
Neste contexto o CA surge comparado com os contratos de comunicação que regem os processos de comunicação interpessoal entre as pessoas com regras mais ou menos explícitas e informais. 
A sua principal função é indicar o que o estudante irá aprender, de que forma e como o irá fazer. É um instrumento central de comunicação entre o estudante e o professor. 
Para o estudante, é como se fosse “um mapa que o orienta sobre o que envolve o módulo/disciplina, o que deve fazer, como e quando, onde se deve dirigir” (Morgado, Pereira, Lebres & Mendes, 2005, p. 5). 
A investigação mencionada aponta para uma grande adesão dos professores à utilização do CA e que se assiste à tendência para o aprofundamento dos seus conteúdos de forma a reforçarem a sua função como instrumento mediador da aprendizagem. 

Comentário:
Na minha opinião o CA é um instrumento incontornável em EAD, dado que permite traçar um rumo para a aprendizagem, funcionando como um “mapa” para organização do trabalho do aluno. Vejo-o como um documento que, pelo seu nome, estabelece um grau de compromisso entre o professor e o aluno para que se cumpra o objetivo principal: a aprendizagem.
Tenho encontrado outros autores, instituições e ambientes, para os quais o CA assume outras designações (guião, roteiro, etc.) mas funciona sempre como um alicerce sobre o qual se define o funcionamento e o percurso da aprendizagem.
Portanto, vejo o CA como uma metáfora à volta da ideia de “contrato”: um documento que estabelece um vínculo entre pessoas, mediante a vontade, compromisso e responsabilidade destas para que seja alcançado um objetivo comum: a aprendizagem por parte do aluno. 

2) 
Titulo:E-learning : reflexões em torno do conceito
Autora: Maria João Gomes 
Tipo: Artigo
Referência:
Gomes, M.J., (2005) E-learning : reflexões em torno do conceito, Challenges'05 : actas do Congresso Internacional sobre Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação,
4, p. 229-236, Centro de Competência da Universidade do Minho, Braga, disponível
em http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/2896, consultado em 22-03-2014.


Descrição:
Este artigo é uma reflexão em torno do conceito de e-learning. Mais do que pretender apresentar formulações ou definições, procura fomentar a discussão em torno dos fatores que melhor podem justificar a adoção do termo “e-learning “ no domínio da utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação(TIC) em prol da educação.
O surgimento das TIC tem originado novos modelos pedagógicos do âmbito da Educação a Distância (EaD) e constituem também um novo cenário no qual a sua utilização tem vindo a impor-se nos diversos domínios do ensino.
Neste sentido o texto refere algumas discuções em torno da amplitude do conceito de e-learning, segundo várias correntes e autores com a intenção de encontrar uma abordagem mais consensual. 
Defende-se que e-learning não é apenas colocar conteúdos online e determinadas informações, como se fosse uma extensão da sala de aula física/presencial na Internet, e que “e-learning e educação a distância não são sinónimos” (Gomes, 2005, p. 233). 
Assim, o e-learning alia o suporte das TIC, nomeadamente as ferramentas disponibilizadas pela Internet, aos modelos pedagógico baseados tanto na interação professor-aluno como também, numa visão mais colaborativista, na interação aluno-aluno.

Comentário: 
Na minha opinião este artigo tende a aproximar o conceito de e-learning da pedagogia e não somente focado em demasia nas TIC, como muitas vezes acontece erradamente.
Estou de acordo com a autora quanto esta defende um e-learning menos centrado nos aspetos tecnológicos e mais integrador das potencialidades pedagógicas provenientes da utilização das redes tecnológicas, que facilitam as pesquisas, reconstrução e partilha do conhecimento. 
Neste cenário, concordo que a conceção de curso em e-learning deve ser baseada na interação, na cooperação e na construção de aprendizagem de forma colaborativa.

- - - - - -

Reflexão pessoal
O facto de integrarmos uma sociedade altamente tecnológica, em que o acesso à tecnologia se democratiza a cada dia que passa, obriga a que a EAD se adapte a novas formas e necessidades de ensinar e aprender.
As TIC são, indiscutivelmente, uma forma de potencializar a educação e também a democratizar, ajudando-a a ultrapassar barreiras físicas e temporais como antes não era possível. 
A minha experiência em e-learnnig, tanto como aluno como a nível profissional, têm-me mostrado que a tecnologia por si só não basta para uma aprendizagem significativa. São fundamentais, sobretudo, novos processos pedagógicos e metodologias como o e-learning. 
Concluo ainda que, em e-learning, a aprendizagem colaborativa mediada pelas redes Internet torna-se essencial para a construção do conhecimento.

Artigo para publicação de um número especial duma Revista

UC:  Modelos de Educação a Distância [MED] 1º semestre

Actividade 3: 
Publicação de um número especial duma Revista dedicado a Educação Online

Titulo: Aprendizagem baseada em jogos: a caminho da Gameficação!

Resumo: 
Este artigo pretende refletir sobre as potencialidades da utilização dos jogos na aprendizagem e analisa, segundo o método exploratório, o conceito de jogo na sociedade e a sua influência no desenvolvimento do individuo segundo alguns autores, além dos esforços/estratégias que os agentes educativos estão a implementar. 
São ainda equacionadas as transformações tecnológicas da sociedade e a crescente presença online dos alunos, que ampliam as possibilidades de qualquer um poder jogar a qualquer hora. Isto abre inúmeras oportunidades para a Gameficação da aprendizagem, criação de recursos com características de jogos e adaptados a determinados cenários pedagógicos. 
Conclui-se que, atualmente, já é consensual que os jogos podem recuperar o desejo pela aprendizagem, torna-la mais envolvente, através dos quais o aluno passe a gostar, cada vez mais, de aprender.

Palavras-chave: 
Jogos, Aprendizagem, Gameficação, Educação, Jogos eletrónicos



e-Portefólio de PCO

UC: Psicologia da Comunicação Online [PCO]  1º semestre


e-Portefólio da minha participação

 na Unidade Curricular de Psicologia da Comunicação Online 

Trabalho final de REA

UC: Materiais e Recursos para Elearning [MRE]  1º semestre

Actividade 3: Elaboração de um REA online

Tema: A web semântica e a AprendizagemSubtema: Uma Wiki para abordar impacto da Web Semântica no futuro da aprendizagem
Palavras-chave: Web semântica, Futuro da aprendizagem, Educação, E-learning, learning 3.0

Formato: Página Wiki e apresentação de PowerPoint (PPT)
Endereço online: www.web3eaaprendizagem.wikispaces.com 

Plataforma de trabalho/desenvolvimento: Wikispaces e Microsoft Office PowerPoint
Licenças: Domínio público (edição e alteração, partilha, reutilização).
Registos: Creative Commons e OER Commons

  


A virtualização das relações sociais

UC: Educação e Sociedade em Rede [ESR]  1º semestre

Vivemos numa época em que cada vez mais um maior número de pessoas tem acesso às Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) e às redes sociais, o que tem originado alterações nas nossas relações sociais. 
A virtualização das relações sociais
Atualmente, encontramo-nos com os nossos amigos através das redes sociais baseadas na Web, o que há alguns anos acontecia nos espaços físicos como os cafés, as festas de amigos, etc. 

As NTIC possibilitam um contacto em tempo real ultrapassando as barreiras temporais e físicas e, com emergências das redes sociais, surgem novos tipos de relações virtuais. Estamos assim a vivenciar uma virtualização das relações sociais. 



O ciberespaço assume-se cada vez mais como um espaço de sociabilização da nossa sociedade onde construímos a nossa cibercultura que, como especifica Pierre Lévy, é o “conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço” (Lévy, 1999, p.17). 



A revolução tecnológica, segundo Baudrillard (1981), está a fazer evoluir a nossa sociedade para uma vivência no “ecrã”, local onde tudo é possível e pode acontecer e onde não há distância nem espaço físico. “O Real já não é o que era” (Baudrillard, 1981, p. 14) 
O Facebook, por exemplo, é um dos expoentes máximos da nossa vivência no ciberespaço, ao nível da aprendizagem, do entretenimento, da comunicação e da própria socialização. 

Mas, a utilização do ciberespaço também tem trazido os seus perigos para a ordem do dia. Se as relações entre pessoas no mundo físico já são complexas e problemáticas é espectável que o mundo virtual também tenha os seus inconvenientes. 

O mundo real e o virtual completam-se e ambos fazem parte da nossa vida, o que nos obriga a questionar como devemos sobreviver nestes dois mundos. Os nossos comportamentos e atitudes devem-se adaptar às especificidades de cada espaço. 
Por exemplo, a criação de perfis falsos nas redes sociais, a sua utilização por parte de pessoas a “mostrarem” aquilo que não são, a apropriação dos perfis de terceiros, entre outras situações, conduz-nos para as questões da autenticidade nas redes sociais. 

Hoje em dia, qualquer um de nós pode partilhar informações na rede, o que muitas vezes coloca questões de credibilidade sobre os conteúdos disponíveis. 

Ser transparente e autêntico implica possuir uma responsabilidade social e cívica que se reflete na utilização das redes sociais. 
Isto requer um espírito de seleção e pesquisa para determinar o grau de autenticidade da informação que encontrámos para não corrermos os riscos de estarmos a tirar conclusões erradas sobre um determinado assunto. 

Quando falamos da transparência e da autenticidade estamos a falar de problemas relacionados com plágio, fraude, más práticas de utilização, duplicidade e autenticidade do individuo na rede e ainda a falta de controlo. 

A virtualização das nossas relações sociais coloca também em questão o que é público e que é privado. O que nos obriga a ter uma maior consistência sobre as implicações nas nossas partilhas nas redes sociais e consequências que estas podem ter. É que agora as nossas participações vão mais além do que o nosso espaço físico, amplificam-se e podem ser retransmitidas noutros contextos e ganhem uma outra dimensão. 

Formamos uma geração marcadamente digital, numa sociedade em rede “onde tudo é passageiro, efémero e muda de forma rápida, sob a menor pressão” (Koehle e Carvalho. 2013. pag. 281) sendo o conceito de privacidade e público conceitos que se alteram com o tempo. 
Esta dinâmica também se observa em fenómenos de popularidade como dos “Chinese Boys”, que em determinados momentos “explodem” nas redes sociais sendo amplificados e replicados massivamente mas rapidamente passam de “moda” e são ignorados para lhe sucederem outro tipo de mensagem. 
No entanto, não podemos concentrar-nos apenas para os problemas/perigos. Deveremos focar-nos acima de tudo nos enormes benefícios que a rede trás às várias dimensões da nossa vida, trabalharmos para ter o discernimento para que a transparência e a autenticidade sejam cada vez mais efetivas. 


Conclusão & reflexão pessoal 

As utilização das NTIC têm, necessariamente, um efeito sobre a dimensão social das nossas vidas porque “ a tecnologia não é boa nem má e também não é neutra” Castells (2003, p.94) o que quer dizer que a tecnologia não é um sistema fechado mas evolui para uma rede adaptável, abrangente e aberta que transforma a nossa relação com o mundo. 

A virtualização das relações sociais é uma consequência da nossa vivência como integrantes de uma sociedade em rede, globalizada, centrada no uso da informação e do conhecimento. 



Bibliografia e referências: 

  • Lévy, P. (1999). Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo - Brasil. Editora 34. 
  • Baudrillard, J. (1981) Simulacros e Simulação. Lisboa: Relógio d’Água. 
  • Castells, M. (2011). A Sociedade em Rede. A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, Vol. 1, 4ª Edição. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. 
  • Koehle, Cristiane e Carvalho, Marie Jane Soares (2013). O público e o privado nas redes sociais. Revista Espaço Pedagógico. v. 20, n. 2, Passo Fundo, p. 275-285. Disponível em http://www.upf.br/seer/index.php/rep/article/viewFile/3555/2356. Consultado em 05-01-2014 
Textos e informações relevantes para o tema encontradas durante as pesquisas efetuadas durante a 1ª fase da atividade

Dois itens relevantes sobre REA

UC: Materiais e Recursos para Elearning [MRE]  1º semestre

Actividade: Elaboração de uma bibliografia anotada

Introdução
Como membros da uma sociedade em rede, mercê da emergência e disseminação das novas tecnologias, devemo-nos adaptar às novas práticas educativas. Já não basta ter acesso à tecnologia mas é fundamental ter acesso aos conteúdos e estar disponível a partilhar os nossos próprios conhecimentos de forma livre com os outros.
Os Recursos Educativos Abertos são assim considerados um caminho para melhorar o acesso ao conhecimento e à educação para todos.
Seguem-se dois itens que considerei pertinentes para esta temática.

Dois itens relevantes sobre Recursos Educacionais Abertos

1) Costa, M. T. F. (2012) O uso de recursos educativos abertos (rea) como recursos didáticos: benefícios para alunos e professores. Liinc em Revista, v.8, n.2,  Rio de Janeiro, p. 402-412, disponível em http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/445/381, acedido em 09-12-2013.

REA  e a democratização do acesso aos recursos
Os Recursos Educativos Abertos (REA) têm sido utilizados no sentido de abrir o conhecimento a todos que dele necessitam e, muitas vezes, com o objetivo de nivelador social. Os REA fornecem ao professor a possibilidade de adaptação destes recursos aos mais diversos contextos de aprendizagem conforme os níveis, estilos e necessidades específicas dos alunos. A adoção dos REA permite estabelecer uma metodologia diferente, inovadora e tecnologicamente atual, potenciadora do uso das novas tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente da Web 2.0.
Atualmente, existem inúmeros recursos e materiais digitais partilhados online que podem ser classificados como REA, o que faz com que o próprio conceito vá se alargando à medida que a própria tecnologia avança com novas ferramentas o que provoca também o surgimento de novas utilizações educativas.
É importante que os diferentes agentes educativos tenham presente as potencialidades dos REA para que sejam tomadas decisões acertadas sobre como eles podem ser utilizados de forma produtiva a cada realidade e a cada cenário. Só assim é que os REA podem contribuir de forma qualitativa para aumentar o acesso ao conhecimento.

Comentário:
Podemos considerar que a democratização do acesso aos conteúdos é uma grande potencialidade dos REA, sendo fundamental numa lógica de educação acessível para todos.
Acho que, a aplicação dos REA no processo de ensino-aprendizagem possibilita empregar metodologias diferentes das tradicionais, potencia a inovação e a aplicação das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação com todas as vantagens que estas trazem para a educação.  
   
2) Fernandez, A. F. e Singer, T. L.T.  (2010) Conhecimento compartilhado: recursos educacionais abertos na educação superior. Congresso Panamericano de Comunicação, disponível em http://www.ipea.gov.br/panam/pdf/GT4_Art11_Andrea.pdf, acedido em 11-12-2013.

Repositórios de recursos digitais
Constata-se que as bibliotecas e outros repositórios de recursos em suporte físico das universidades, nem sempre possuem grandes quantidades de documentos, principalmente, em condições que possam ser partilhados publicamente.
Os novos repositórios de recursos digitais, são uma forma de gerir e partilhar Recursos Educacionais Abertos (REA), e merecem uma reflexão pelas suas potencialidades na divulgação e expansão do conhecimento, assim como nas novas possibilidades que abrem para a educação a distância (EaD).
O acesso aos REA “gera uma maior autonomia dos estudantes em encontrar fontes de pesquisa”(pag. 11), característica tão importante na EaD,  logo, existindo um repositório dedicado a tal função é uma forma de garantir e controlar a sua qualidade.
Neste repositório poderiam ser publicados os trabalhos finais dos alunos dos diversos cursos de forma a motivá-los a construir sua própria aprendizagem.
Sendo as Universidades centros de desenvolvimento e inovação tecnológica é chegado o momento de transformar esta dinâmica numa prática social. Para tal é fundamental a liberdade de acesso, a facilidade de publicação e promover a reutilização do conhecimento em prol do interesse publico.

Comentário:
Penso que os espaços digitais, como plataformas, onde possam ser armazenados, geridos e partilhados REA, são uma forma de controlar a sua qualidade e dar credibilidade aos seus conteúdos, o que é indispensável para a educação superior.
As universidades têm um papel importante no incentivo da utilização do REA que se deve estender à implementação de repositórios que possibilitam o tão desejado fácil acesso aos conteúdos.

Conclusão
A utilização da Web 2.0 em larga escala por todos torna-a uma ferramenta educativa de excelência. Tem-se verificado que os alunos gostam de utilizar os REA na sala de aula, mas sobretudo gostam de criar outros recursos além de os partilharem na internet.
Os REA vieram assim promover um maior empenho e motivar o interesse para aprender fazendo e partilhando, tanto por parte dos alunos como dos professores, que alteraram a sua postura tradicional e desenvolvem a curiosidade em pesquisar e criar.

Os REA dão a oportunidade ao aluno de se tornar ativo no processo da sua aprendizagem de forma colaborativa e construtiva. 

Cibercultura, segundo Pierre Lévy [ESR]

UC:  Educação e Sociedade em Rede [ESR] 1º semestre

Prólogo
Este texto visa analisar a obra de Pierre Lévy [Cibercultura] com o objetivo de produzir um comentário sobre a noção de cibercultura tal como é defendida pelo autor, acompanhada de três exemplos desta temática.
Materializa a atividade 2 da UC Educação e Sociedade em Rede.

Introdução
Ciberespaço
Cibercultura, para Lévy, é um fenómeno que ocorre no ciberespaço, o qual o autor chama também de rede, e que define como “novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores”(Lévy, 1999, p.17).
Considera que os desenvolvimentos sociais estão diretamente relacionados com os desenvolvimentos tecnológicos. A dimensão social da sociedade determina a aplicação das novas tecnologias conforme as nossas necessidades.


O conceito de ciberespaço é então uma consequência das interações entre nós e a forma como vivenciámos as estruturas sociais. Numa sociedade que vive em rede a tecnologia é aproveitada como local privilegiado para relacionamento social.


O desenvolvimento tecnológico trouxe-nos inovações que se encontram perfeitamente integradas na nossa vida (computadores, telefones, internet, emails, redes sociais, etc) e vivemos envolvidos por elas, dando-lhes significados culturais e sociais.
É desta forma que Lévy chega ao conceito de cibercultura, que defende ser um movimento sedimentado em novas formas de comunicação e troca de conhecimento. É um fenómeno social que dá outro significado a todas as dimensões da sociedade, incluindo a comunicação, a participação, a educação, a forma de acesso ao conhecimento e à aprendizagem. Estas dinâmicas provocaram uma desinstitucionalização do saber a par de uma democratização de todo o processo cultural.



Cibercultura, segundo Pierre Lévy
Cibercultura
Cibercultura, especifica Pierre Lévy,  é o “conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço” (Lévy, 1999, p.17).
Nesta obra o autor desenvolve a tese de que a cibercultura reflete a “universalidade sem totalidade. É universal porque fomenta as ligações entre todos, mas admite a diversidade “que dissolve a totalidade” (Lévy, 1999, p.149). Ou seja, a internet forma uma grande rede em permanente expansão na qual cada nó é fonte de “heterogeneidade” e diversidade de temas, sentidos e discussões que estão numa renovação continua.

Socorre-se de várias analogias e metáforas para enquadrar esta problemática, como quando compara  “dilúvio informacional” (Lévy, 1999, p.14).em que vivemos hoje em dia com o dilúvio de Noé. Mas o atual dilúvio jamais terminará. Devemos aceitar que é necessário viver em rede, sendo cada um de nós um Noé com uma arca que estabelecerá ligações com outras arcas. Ou seja o nosso dilúvio não tem apenas uma arca estanque, fechada por si mesmo, mas um numero infinito de arcas interligadas.
Estas interligações entre indivíduos, e as suas arcas, formam redes colaborativas com dinâmicas sociais e de aprendizagem cooperativa que tornam o ciberespaço um instrumento privilegiado de inteligência coletiva.

Noutra analogia, o autor defende que a cibercultura pode ser herdeira do iluminismo, que se desenvolveu na Europa do século XVIII, difundindo valores como fraternidade, igualdade e liberdade. Neste sentido o ciberespaço é um instrumento de comunicação entre indivíduos, que lhes permite afirmar ou seu valor, os seus direitos e a aprender o que querem saber.
Atualmente vivemos online em comunidades virtuais, ligadas ao universo, que constroem e dissolvem continuadamente as suas “micro-totalidades”  dinâmicas e  emergentes, mergulhadas no nosso novo  “dilúvio informacional”.

Exemplos
1)   Correio eletrónico
Email
Serviço baseado na rede web que permite a troca de mensagens escritas entre utilizadores. A sua grande expansão veio substituir a correspondência tradicional e alterou definitivamente a forma dos indivíduos comunicarem. O conceito de espaço físico e temporal deixou de ser importante o envio e receção de mensagens.
Com o email “cada um pode emitir para a totalidade do grupo e saber que os outros também terão recebido as mensagens que ele lê” (Lévy, 1999, p.94).
Assim, podemos dizer que é uma ferramenta de comunicação que, além de permite a comunicação pessoa-a-pessoa , também tem a potencialidade para transmitir mensagens do coletivo-para-coletivo.

2)   Fórum
Fórum
Serviço que permite a publicação de mensagens de uma forma pública com características coletivo-para-coletivo e funcionam como comunidades virtuais e “são espaços de troca de informações e de debates” (Lévy, 1999, p.103).
Estes espaços coletivos são reservados à participação dos utilizadores neles inscritos onde estes partilham interesses e manifestam opiniões numa experiência de cidadania e democracia. online.

3)   Hipertexto
Hipertexto
O hipertexto foi uma inovação que revolucionou a forma de apresentar a informação e facilitar a interação dos indivíduos com conteúdos permitindo-lhe navegar pela rede de forma fácil e rápida sem necessidade de quaisquer conhecimentos técnicos.
“Na Web, cada elemento de informação contém ponteiros, ou links,  que podem ser seguidos  para acessar a outros documentos sobre assuntos  relacionados” (Lévy, 1999, p.106).
O hipertexto possibilitou também o desenvolvimento de novos serviços baseado na internet, possibilitando que os utilizadores passassem a ter a possibilidade de produzir e partilhar conteúdos na rede.

Conclusão
Mundo cibercultural
Esta obra, depois de mais de uma década após a sua publicação, ainda nos faz refletir sobre os caminhos da nossa sociedade e sobre a forma como vivemos no ciberespaço.
Muitos dos desafios enunciados por Pierre Lévy permanecem atuais. A nossa sociedade necessita de reconhecer que uma sociedade em rede e globalizada contempla novas formas de apropriação de cultura, de cidadania, de intervenção pública e de aprendizagem cada vez mais coletiva.

Vivemos num mundo cibercultural onde já não somos espetadores, mas sim protagonistas, passamos de uma postura estática para uma em constante movimento, evoluímos de uma situação de dependência intelectual para uma de autonomia no desenvolvimento intelecto-cognitivo.
O monopólio do acesso e distribuição da informação deu lugar à multiplicidade, composta por diferentes indivíduos, que interagem em rede para criar os conteúdos que consumem.

Comentário reflexivo
O autor começa o seu livro, logo na introdução, por avisar que o “consideram um otimista” (Lévy, 1999, p.11). Realmente ao longo desta obra o autor apresenta uma visão entusiasmada sobre o nosso futuro numa sociedade digital que vive no ciberespaço fascinada com a cibercultura.
É necessário reconhecer que o crescimento do ciberespaço é um movimento imparável de indivíduos ansiosos por experiências coletivas e intervenções proativas na nossa sociedade. Por outro lado, o ciberespaço constitui-se como o novo espaço para a comunicação e intervenção social e de cidadania.

Primavera Árabe
Atualmente, podemos constatar isto no surgimento de movimentos sociais emergidos nas redes sociais (ciberespaço) de forma espontânea, que se tornaram gigantescos, sem qualquer tipo de controlo e organização pelas instituições tradicionais como partidos ou governos.
Um destes exemplos é o chamado movimento da “Primavera Árabe” que, recentemente, transformou o cenário social e político de muitos países do médio oriente e norte de África.
Estamos assim a viver num espaço e numa cultura com novas potencialidades que devemos aproveitar nas diversas dimensões da nossa sociedade: politica, económica, social e cultural.

Obra Analisada
Lévy, P. (1999). Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo - Brasil. Editora 34.


Referencias de imagens:

"Cibercultura", disponível em http://escolaemidia.blogspot.pt/


"Email", disponível em http://www.otimizacaodesites.com/construindo-seu-banco-de-e-mail-marketing/


"Fórum": disponível em http://www.phabloprojetos.com/2012/03/criar-forum-para-meu-blog.html

"Hipertexto": disponível em http://educacaoafa403.blogspot.pt/

"Mundo cibercultural", disponível em http://infomidiaufrgs.blogspot.pt/2010/07/mundo-digital-como-ignorar-essa-verdade.html

"Primavera Árabe", disponível em http://grazaza.blogspot.pt/2011/06/onu-declara-que-o-acesso-internet-e-um.html




en → pt
http

O meu MAMBO7

Modulo de Ambientação Online [mabo7]  1º semestre


Neste MAMBO deparei-me com uma nova plataforma de e-learning diferente à que estava habituado de outras andanças na UaB. Talvez por ainda estar um pouco “viciado” na anterior esta parece mais confusa de utilizar e mais desorganizada… mas são impressões ultrapassáveis com o tempo.

No entanto, de uma forma geral, tive facilidade na utilização da plataforma, e respectivo ambiente virtual, dados os meus conhecimentos de informática, pois sou formador de TIC e tenho experiência nestes ambientes de aprendizagem.
Por outro lado, visto que já frequentei alguns cursos em regime de elearning, também não achei estranho os métodos de trabalho e respectivas actividades, pelo contrário senti-me bastante confortável na utilização dos fóruns assim como toda a plataforma.

No entanto estou consciente que também apreendi alguma coisa, e compreendi melhor que no caminho para este mestrado se faz com muita reflexão e utilização de metodologias de construção do conhecimento de forma cooperativa e colaborativa. Estes aspetos estiveram bem patentes nas atividades propostas, nomeadamente, no fórum “Discussão sobre o Estudante Online”
.
Refleti, ainda, sobre a importância da gestão do tempo e da organização pessoal neste tipo de ensino o que, certamente, me irá ajudar a planear os meus estudos.

Este MAMBO constituiu assim um momento muito enriquecedor que irá ser um excelente alicerce para as novas aprendizagens que irei construir a partir de agora.


JP.João Pinto